“Ser fotógrafo é conseguir despertar o sentimento das pessoas através das imagens captadas.
É sentir o ambiente que está sendo fotografado, e registrar também o que foi sentido, não só visto. E esse sentimento é a marca do fotógrafo”. (Priscila Forone)

    

     O fascínio pela natureza existe desde sempre, até onde minha memória alcança. Estar na montanha, no mato ou no mar é o que busco na maior parte do meu tempo. Estar em contato com os elementos da natureza.

     Quando descobri a fotografia, em 1998, me vi podendo observar por horas paisagens e detalhes que senti durante uma longa viagem (Austrália e Nova Zelândia). A partir de então, fotografar a natureza passou a ser uma maneira a mais de senti-la, há uma necessidade de maior comunhão, para que ela te dê a imagem desejada. Os detalhes saltam aos olhos e um novo mundo é mostrado quando paramos para observá-la com olhar de fotógrafo. Um ritmo é imposto, o ritmo das estações, do clima, da luz natural, e respeitar e conhecer esse ritmo é essencial para registrar as melhores imagens.

     Esta é minha paixão, e modestamente procuro passar essa imensa energia para quem observa minhas fotos. Despertando uma pontinha de sensibilidade (através da vontade de “estar lá”, de “sentir o cheiro” ou até mesmo um suspiro de “ah, que lugar lindo”) mexemos com nossa percepção do meio, e assim, quando conhecemos um pouco mais a natureza a qual pertencemos, podemos pensar em preservá-la.

     Trabalhando profissionalmente com fotografia, os caminhos me levaram a fotografia de esportes de aventura e então ao fotojornalismo, onde estou aprendendo a cada dia a perceber uma natureza não menos fascinante e complexa, a natureza humana. Com essa outra escola, percebo mais claramente a necessidade de colocarmos homem e natureza lado a lado, e o desafio é esse: fazer o homem perceber-se parte do planeta. São mundos fascinantes que não deveriam estar tão distintos. Tudo no seu ritmo, o planeta tende a se equilibrar, e através da fotografia procuro dar minha colaboração.

Nascida em Curitiba, se formou em comunicação pela PUC-PR e fez pós-graduação em fotografia pelas Universidades Curitiba e Análise Ambiental pela UFPR. Começou a trabalhar profissionalmente como fotógrafa no ano de 2000, desde então, trabalhou como freelancer para o caderno Folha Aventura (Folha de Londrina), jornal Lance e revistas diversas, recebeu o segundo lugar na primeira edição do Premio New Holland de Fotojornalismo Agrícola. Realizou o Banco de Imagens do Litoral do Paraná para o SEBRAE. Atualmente, além de atuar como fotógrafa de expedições e natureza, trabalha no jornal Gazeta do Povo.

fotos: Flávio Dutra e Rodrigo Brittes